domingo, 25 de janeiro de 2009

Situacionismo

Não gosto do estilo de Manuela Ferreira Leite e não acredito nas suas capacidades nem «hipotéticas» ideias. Se MFL chegar a ser candidata às legislativas, e se me der ao trabalho de cruzar o rio Minho, votarei em branco. Dito isto, volto de novo a Pacheco Pereira e às diferenças entre ele e os outros. Os vários textos sobre o que ele chama – e bem – situacionismo são feitos a partir da constante análise do discurso nos media. Só para alguém que não tem mínimas noções de investigação será um caso de «predisposição para ver algo que não existe», principalmente através da aproximação retórica ao discurso dominante sobre Sócrates, comparando transversalmente o que é dito e escrito.
Como contraponto, «os outros» acham que apelar às boas virtudes dos jornalistas chega para desmentir Pacheco: «Considero Rui Baptista um dos comentadores mais equilibrados da nossa televisão», ou aqui «O Francisco Almeida Leite, um dos melhores jornalistas especializados em política que conheço (…)». Para quem está de «fora» e apenas lê o que sai são manifestamente argumentos de comadre. O facto de MFL não precisar de terceiros para ser «culpada» em causa própria não eclipsa o facto: o empurrão dado a Pedro Passos Coelho. Emocionalmente até não desaprovo mas já é hora das inclinações serem assumidas.

Sem comentários:

Enviar um comentário