segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Rebolar na lama

Dá pena ver esta gente aos urros. Excitam-se com as palavras do grande líder que propõe uma lei «sem tibiezas, sem meias soluções» mesmo que seja a propósito de uma questão sobrevalorizada e «prioritária» que apenas deve ser encarada com a despretensão cosmopolita que um gajo normal vai achar que lhe está associada. Até dá ocasião ao Miguel Vale de Almeida fazer um ranking desgraçado que envolve a Suécia não aprovar semelhante lei a tempo e ser hum… «ultrapassada» pela inclusão legislativa de Sócrates (a ver se não os defrauda). Que podemos não ter indústria, nem ambiente de paz e segurança na educação que é a primeira condição para ensinar e aprender qualquer merda, que cumprimos serviços mínimos no sistema de saúde, que temos a refinaria de Sines votada ao sobreaquecimento, mais essa troça que é o Magalhães a fazer as vezes de um «plano tecnológico» e da, mais difícil de alcançar que a língua sueca, «investigação científica». É estúpido e pequenino ou não? Basta só uma beca de distância. Olha, eu queria que o Estado legalizasse o casamento de uma pessoa com duas pessoas, obviamente sejam qual forem os sexos, porque tenho muito amor para dar e não me decido. Só não o defendem porque ainda não é deste tempo. Ainda não são o tipo de implantes de modernidade que servem para mascarar a cabeça complicada. Não faz as vezes do que se pensa que hoje é a defesa da minoria vexada. Quem viver em 2089 também vai achar que tem que defender aquilo que lhe parecer a maior urgência de modernidade, conferir os direitos mais óbvios a quem ainda faltam, etc, etc, etc. Espera-se só que o assunto não seja tratado como se fosse o último grito em termos de «programa». Aos interessados compreendo a esperança. Dos outros vou desconfiar do «altruísmo» que em tantos campos poderá ser bem empregue. Que raio de estado mental que tanta gente segue. A «engenharia social» é muito bem vista. Porquê? Não sei. Foi assim tão mau apanhar essas vezes todas em Vila Franca de Xira, depois Xira, o tren? Que asco de complexos, ó constante nome de mulher portuguesa, soa demasiado português?

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